SOPERJ - Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro

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SOPERJ realiza ações para conscientização sobre a importância do aleitamento materno

 

 

Evento no jardim do Palácio do Catete teve mamaço e roda de conversa

O Comitê de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, SOPERJ, promoveu neste sábado, dia 11 de agosto, no jardim do Palácio do Catete, mais uma ação com o objetivo de alcançar a população e enfatizar a importância do aleitamento materno, dentro do Agosto Dourado. No local, foi realizada uma roda de conversa com debates e aprofundamento sobre o tema. Houve também um “mamaço”, com mães amamentando seus bebês em ambiente público e atividades lúdicas para crianças.

Anteriormente o aleitamento materno era comemorado num único dia. Há 27 anos, a Semana Mundial de Aleitamento Materno é celebrada em mais de 150 países. Atualmente, a partir da criação de uma lei federal, em 2017, temos um mês para enaltecer o aleitamento: o Agosto Dourado. A presidente do Comitê de Aleitamento materno da SOPERJ, dra Carmen Elias, ressalta a importância dessa ação, já que o Brasil está muito aquém da prevalência de 90 por cento, que é a recomendação da Organização Mundial de Saúde. “É uma ocasião importante em que nós buscamos para divulgar que estamos falando de um alimento que é perfeito, é um alimento vivo e até divino e que salva vidas. Estudos comprovam que há diminuição da mortalidade, de doenças no período adulto, diminui câncer tanto da mulher como no recém-nascido. E que você só tem benefícios. A proposta é a gente melhorar a qualidade de vida desse cidadãozinho que está refazendo uma nova geração”, esclarece a pediatra. 

Também presente ao evento, o vice presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, SBP, dr Edson Liberal, ressaltou a importância da licença maternidade e a necessidade urgente de que o período seja prolongado de quatro para seis meses, sobretudo nas empresas privadas. “A sociedade recomenda seis meses, o Ministério da Saúde recomenda seis meses, a OMS recomenda seis meses, baseada em trabalhos científicos e nós não conseguimos cumprir o que a pesquisa mostra”, lamenta o pediatra para, em seguida, completar:

 - O aleitamento exclusivo é fundamental para a criança. Comprovadamente ela terá menos infecções e um desenvolvimento mais saudável. Hoje fala-se tanto que a família é importante. Se a família é importante, temos que aumentar essa licença maternidade para seis meses para ontem. E aumentar a licença paternidade também. Porque se a gente tem por um lado a maioria dos funcionários públicos com a licença de seis meses, a funcionária celetista não tem. A não ser que a empresa faça uma opção por ser uma empresa cidadã. E a gente não pode deixar esse binômio mãe-criança fora dessa questão que já está aprovada por outras mães -, afirma.

            A presidente do Comitê de Aleitamento Materno explicou que no Rio de Janeiro a prevalência é de em torno de 41%, para o aleitamento exclusivo e no Brasil em torno de 36%. “Isso é muito abaixo do ideal. A mulher precisa de todo tipo de apoio para o aleitamento, que é um verdadeiro ato de doação. Nada melhor do que a mãe amamentar já na primeira hora de vida do bebê, até pelo menos seis meses exclusivo e prolongar até dois anos ou mais”, ressalta a pediatra.

            Membro do Comitê de Aleitamento Materno, a dra Lucia Rolim falou sobre a importância de uma boa alimentação da mãe e também sobre as dificuldades que algumas enfrentam para amamentar. “Esse ano o tema é amamentação, a base da vida. O que queremos passar para as famílias é que já começamos a pensar nelas desde que se está namorando. É importante que essa mulher esteja fazendo uma boa alimentação e que durante o pré-natal ela se prepare e esteja já pensando nessa amamentação. Que pense na alimentação que ela faz agora e que ela dê continuidade. A gente sabe que amamentar não é fácil, que muitas as mulheres enfrentam grandes dificuldades e só com muita persistência e dedicação essa mãe vai conseguir a amamentação exclusiva até o sexto mês, e permanecer amamentando até dois anos, com o uso de outros alimentos. Precisa que ela se dedique, que ela se prepare e a gente quer festeja isso com as mães que ainda vão amamentar, com as que estão amamentando e também com as que amamentaram. A gente quer valorizar esse ato de amor e de proteção pra essa criança ser mais saudável”, afirma.  

Carmen Elias lembrou que o Brasil é referência mundial em bancos de leite e já exportou a tecnologia para diversos países que estão absorvendo e replicando o modelo brasileiro, comandado pela Fiocruz, com procedimentos como a análise bacteriológica e acidificação durante a pasteurização   do leite humano.  “É um alimento completo, vivo. Com propriedades que são indiscutíveis, mesmo da própria mãe como por meio dos bancos de leite, da doação. A rede brasileira passou a ser a rede global de bancos de leite, estamos exportando a tecnologia para a América do Sul, América Central, Europa e agora entrando na África. A gente consegue, por meio da doação, manter, a qualidade ouro do leite materno”, esclarece.

Na próxima quarta-feira, dia 15, dentro da programação do Agosto Dourado, a SOPERJ fará o 1º wokshop de Amamentação, no Hotel Atlântico Copacabana, voltado para os profissionais de saúde, com o objetivo de reforçar a necessidade de maior conscientização de toda a sociedade para a importância do aleitamento materno. Com uma base científica e atividades práticas, o objetivo é que o profissional tenha um maior embasamento para poder obter sucesso no aleitamento materno com promoção, apoio e proteção. “Todos tem que estar envolvidos neste processo”, conclui a presidente do Comitê de Aleitamento Materno.

 

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