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Consumo de Álcool por Gestante pode Atingir o Feto

 

 

Síndrome Alcoólica Fetal levanta discussão na Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro

 

Afinal, o consumo de álcool por uma gestante afeta o bebê? A pergunta ainda causa discussão no meio médico e a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ) decidiu apoiar uma campanha educativa no Rio de Janeiro que visa reduzir os problemas que essa situação possa causar. É certo que o consumo de álcool por uma mulher grávida tem grandes possibilidades de atingir o feto. E como resultado, o bebê pode sofrer várias alterações em órgãos do corpo, bem como desordens de comportamento, conhecidas como Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). E a SAF não têm cura.


"Não há tratamento curativo para a SAF", enfatiza a pediatra Leda Amar de Aquino, membro do Comitê de Pediatria Ambulatorial da SOPERJ. Leda Aquino completa: "O tratamento de SAF é de suporte, com intervenções que envolvem atendimento médico e psicológico. Como não se sabe qual seria a quantidade segura de álcool durante a gravidez, recomenda-se que mulheres grávidas, que planejam engravidar ou que têm risco de engravidar não ingiram bebidas alcoólicas. Essa é a mesma recomendação da Academia Americana de Pediatria e do Colégio Americano de Obstetras e de Ginecologistas", completa.


A saúde do bebê está em risco a partir do momento em que a gestante consome uma dose de bebida alcoólica. Algumas características já permitem um diagnóstico de SAF durante a gestação como a restrição de crescimento intra-uterino. As crianças que nascem com a SAF podem apresentar alterações bem características na face, tais como deformidades, fissuras nas pálpebras estreitas, nariz curto, globo ocular de tamanho menor, orelhas com baixo alinhamento, microcefalia, pálpebra superior baixa e estrabismo.


"A ingestão durante a gravidez de qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente e perpetuam-se pelo resto da vida. O bebê com SAF ainda pode nascer com o peso abaixo do normal, devido à restrição do crescimento intrauterino", acrescenta a pediatra.


O crescimento da criança pode amenizar as deformidades da face e dificultar o diagnóstico da SAF. Mas algumas características permanecerão presentes, como o retardo mental, problemas na motricidade e dificuldade no aprendizado. Algumas apresentarão, ainda, dificuldade de relacionamento, problemas de memória, hiperatividade e déficit de atenção e desordens auditivas. Como nem todos os bebês apresentam todos os sintomas da SAF, a doença pode ser percebida tardiamente e ganha, inclusive, outros nomes, como "SAF parcial" e "espectro de alterações relacionadas ao álcool".


Estudo realizado no Brasil sobre a prevalência da doença apontou um índice de 1,5 caso/1.000 nascidos vivos com SAF clássica e até 34,1 casos/1.000 nascidos vivos de portadores de alterações do neurodesenvolvimento relacionadas ao álcool. A orientação para evitar a doença é informar e conscientizar. Mulheres que desejam engravidar devem parar de ingerir álcool, para não correrem o risco de fazê-lo sem saber que já estão grávidas.


Leda Aquino completa: "Esse tratamento de Síndrome Alcoólica Fetal com intervenções que envolvem atendimento médico, psicológico, social, entre outros, significa custos”.  

 

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