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Não realização do Teste do Pezinho preocupa médicos da SOPERJ

 

 

O Comitê de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, SOPERJ, vê com perplexidade e extrema preocupação a situação atual da triagem neonatal no Estado do Rio de Janeiro.  Informações dão conta de que cerca de 60 mil testes do pezinho estão sem resultados. Algumas doenças talvez nem possam mais ser detectadas, pois com o tempo esse material coletado vai sofrendo alteração, o que prejudica o diagnóstico.

O exame de triagem neonatal, conhecido como TESTE DO PEZINHO, refere-se à pesquisa de doenças nos recém-nascidos que devem ser tratadas precocemente com o objetivo de prevenir problemas graves que podem comprometer a saúde da criança, buscando detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar lesões irreversíveis para a criança.

Apesar de serem realizados por vários servi­ços no Brasil desde a década de 1980, em junho de 2001 o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que tem como meta a tria­gem de 100% dos nascidos vivos em todo o território nacional para as seguin­tes doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.  Existem serviços creden­ciados pelo Ministério da Saúde em cada Estado para a realização dos exames e acompanha­mento dos casos detectados.

O hipotireoidismo e a fenilcetonúria são exemplos de doenças responsáveis por grande parcela dos casos de deficiência mental, e podem ser diagnosticados nos primeiros dias de vida da criança através do teste do pezinho, que faz o diagnóstico e permite o tratamento precoce evitando o aparecimento de lesões neurológicas graves, irreversíveis e retardo mental. O hipotireoidismo congênito tem uma incidência de 1 em 3.500 a 4.000 nasci­dos vivos e é uma das causas mais comuns de retardo mental evitável.

Segundo a presidente do Comitê de Endocrinologia da SOPERJ, Marilena de Menezes Cordeiro, a triagem neonatal é realizada a partir de gotas de sangue colhidos do calcanhar do recém- nascido. “É um procedimento simples, que não traz riscos para a criança, e é um direito de todos os RN brasileiros, assegurado por lei”, informa a pediatra.

 

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