SOPERJ - Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro

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*VACINAÇÃO CONTRA A MENINGITE: RESPONDENDO AS PRINCIPAIS DÚVIDAS - PARTE 2

 

Autor: Isabella Ballalai
Presidente do GT imunizações
Membro do Departamento de Saúde Escolar

 

Devo vacinar meu filho contra meningite meningocócica?

As vacinas meningocócicas são recomendadas de rotina para crianças e adolescentes. Infelizmente, sempre há casos isolados da doença no país o que não significa surto da doença. Quando esses casos são anunciados na mídia acontece o pânico e a correria em busca da vacina. Vacinação é prevenção.

O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina meningocócica C conjugada (menC) para crianças menores de 4 anos e adolescentes de 11 a 14 anos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda vacinação rotineira para

lactentes maiores de 2 meses de idade, crianças e adolescentes. Sempre que possível utilizar preferencialmente a vacina MenACWY pelo maior espectro de proteção e a vacina meningocócica B, inclusive para crianças previamente vacinadas com MenC. Veja calendário de vacinação da SBP em http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273g-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-set.pdf

 

A vacina meningocócica protege pro resto da vida ou precisa dar reforços?

A proteção conferida pelas vacinas meningocócicas conjugadas (C ou ACWY) não é permanente. O primeiro reforço deve acontecer aos 12 meses e nunca antes. Crianças vacinadas no primeiro ano de vida, se não receberem a dose depois de 1 ano podem deixar de ficar protegidas. Depois desse reforço, outros são também importantes, já que as vacinas meningocócicas conjugadas protegem por cerca de 5 anos.  Por isso, além da primeira dose de reforço aos 12 meses, reforços são recomendados pela SBP e pela SBIm entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade. Adolescentes precisam receber duas doses com 5 anos de intervalo entre elas. Quanto à vacina meningocócica B, até o momento, não há a recomendação de reforços.

 

Adultos precisam se vacinar contra a meningite meningocócica?

Adultos podem contrair a meningite meningocócica, mas, nesse grupo etário, os casos são mais raros, exceto quando há surtos. A vacina, como acontece com crianças e jovens, não protegerá para o resto da vida. Portanto, a recomendação para a vacinação de adultos deve ser considerada em casos de surtos da doença. No entanto, alguns adultos são de alto risco para essa infecção, especialmente aqueles que vivem com HIV/Aids, com asplenia (funcional ou anatômico) ou em uso de drogas ou tratamentos imunossupressores, entre outras situações. Para esse grupo as vacinas menACWY e MenB são recomendadas, sendo que a MenACWY deve ser repetida a cada 5 anos.

 

Médicos precisam se vacinar contra a meningite meningocócica?

Apesar de não haver nenhuma evidência na literatura de que o médico ou outros profissionais da saúde sejam de risco aumentado para a doença meningocócica, casos de adoecimento por contato com pacientes, principalmente nas emergências são registrados. Diante disso e, considerando a gravidade da doença, a comissão de Calendários de Vacinação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) incluiu essa recomendação para profissionais da saúde da bacteriologia, que trabalham em serviços de emergência, que viajam muito e exercem ajuda humanitária/situações de catástrofes. Confira o calendário do profissional da saúde: https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-ocupacional.pdf

 

Devo vacinar meu filho contra meningite meningocócica?

As vacinas meningocócicas são recomendadas de rotina para crianças e adolescentes. Infelizmente, sempre há casos isolados da doença no país o que não significa surto da doença. Quando esses casos são anunciados na mídia acontece o pânico e a correria em busca da vacina. Vacinação é prevenção.

O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina meningocócica C conjugada (menC) para crianças menores de 4 anos e adolescentes de 11 a 14 anos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda vacinação rotineira para

lactentes maiores de 2 meses de idade, crianças e adolescentes. Sempre que possível utilizar preferencialmente a vacina MenACWY pelo maior espectro de proteção e a vacina meningocócica B, inclusive para crianças previamente vacinadas com MenC. Veja calendário de vacinação da SBP em http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273g-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-set.pdf

 

A vacina meningocócica protege pro resto da vida ou precisa dar reforços?

A proteção conferida pelas vacinas meningocócicas conjugadas (C ou ACWY) não é permanente. O primeiro reforço deve acontecer aos 12 meses e nunca antes. Crianças vacinadas no primeiro ano de vida, se não receberem a dose depois de 1 ano podem deixar de ficar protegidas. Depois desse reforço, outros são também importantes, já que as vacinas meningocócicas conjugadas protegem por cerca de 5 anos.  Por isso, além da primeira dose de reforço aos 12 meses, reforços são recomendados pela SBP e pela SBIm entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade. Adolescentes precisam receber duas doses com 5 anos de intervalo entre elas. Quanto à vacina meningocócica B, até o momento, não há a recomendação de reforços.

 

Adultos precisam se vacinar contra a meningite meningocócica?

Adultos podem contrair a meningite meningocócica, mas, nesse grupo etário, os casos são mais raros, exceto quando há surtos. A vacina, como acontece com crianças e jovens, não protegerá para o resto da vida. Portanto, a recomendação para a vacinação de adultos deve ser considerada em casos de surtos da doença. No entanto, alguns adultos são de alto risco para essa infecção, especialmente aqueles que vivem com HIV/Aids, com asplenia (funcional ou anatômico) ou em uso de drogas ou tratamentos imunossupressores, entre outras situações. Para esse grupo as vacinas menACWY e MenB são recomendadas, sendo que a MenACWY deve ser repetida a cada 5 anos.

 

Médicos precisam se vacinar contra a meningite meningocócica?

Apesar de não haver nenhuma evidência na literatura de que o médico ou outros profissionais da saúde sejam de risco aumentado para a doença meningocócica, casos de adoecimento por contato com pacientes, principalmente nas emergências são registrados. Diante disso e, considerando a gravidade da doença, a comissão de Calendários de Vacinação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) incluiu essa recomendação para profissionais da saúde da bacteriologia, que trabalham em serviços de emergência, que viajam muito e exercem ajuda humanitária/situações de catástrofes. Confira o calendário do profissional da saúde: https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-ocupacional.pdf

 

 

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