SOPERJ - Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro

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*Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão

 

 

Uma das doenças crônicas de maior prevalência no mundo é a hipertensão arterial. O problema não afeta apenas os adultos. Cada vez mais as crianças estão sendo diagnosticadas com pressão alta. Por isso, no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão (26 de abril), a SOPERJ chama a atenção para o tema e esclarece alguns pontos importantes sobre o assunto.

 

A presidente do Departamento de Cardiopediatria da SOPERJ, Dra. Talita Nolasco, explica que antigamente a hipertensão na criança era causada por algo específico (causas renais, cardíacas-coartação da aorta, causas endócrinas ou tumorais) e era denominada como hipertensão secundária. Atualmente a situação é um pouco diferente e diversos casos não apresentam uma causa determinada. “Há algum tempo temos observado a prevalência de hipertensão primária em crianças e adolescentes. Cada vez mais cedo eles apresentam alterações na pressão e isso se deve a alguns fatores importantes como a obesidade, a má alimentação, o estresse e o sedentarismo, que são as principais causas para o surgimento de problemas cardiovasculares.” 

 

Diagnóstico

 

A médica esclarece que a Sociedade Americana de Cardiologia recomenda que a partir de três anos de idade toda a criança deve ter a pressão aferida durante a consulta. Porém, o pediatra deve fazer a aferição antes deste período, em menores de 3 anos se fizeram parte de um grupo de risco para hipertensão (prematuros,com sopro cardíaco, com diminuição de pulsos etc.). ”A medição da pressão arterial faz parte do exame físico e é importante que seja incluída na rotina desde as primeiras consultas. Apalpando os pulsos da criança já é possível identificar se há alguma alteração. Lembrando sempre que o pediatra deve criar situação apropriada para a criança. Não adianta aferir a pressão com ela chorando ou agitada. Em caso de alteração, a orientação é verificar a pressão três vezes durante a consulta.”

 

Além do exame físico e aferição da pressão, os pediatras também devem ficar atentos aos valores de referência para diagnosticar a hipertensão em crianças. De acordo com a Sociedade de Cardiologia, uma pressão acima de 13  em adultos já é considerada alta .

 

Com relação às crianças, a Dra. Talita informa que é importante lembrar que a partir de 13 anos a criança já é avaliada como adulto. Em crianças até 12 anos e 11 meses o médico deve usar a tabela da PA, disponibilizada pela Sociedade Americana de Cardiologia que analisa um conjunto de fatores: a pressão, a superfície corporal e a estatura da criança.

 

Aliada às recomendações aos pediatras, a SOPERJ também faz um alerta à população. A Sociedade destaca que a prevenção começa na infância e deve ter a participação do pediatra e da família. “A família que faz exercício junto e que se alimenta junto, de uma forma saudável, terá uma vida mais equilibrada e com menos estresse. Uma infância saudável é sinônimo de uma vida adulta saudável e, consequentemente, sem doenças cardiovasculares”, concluiu Dra.Talita. 

 

 

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